O coronel Domingos Adami de Sá foi um importante líder político local. Era opositor ao coronel Antonio Pessoa da Costa e Silva, com quem mantinha fortes embates políticos. Adamistas e pessoístas era a denominação que se dava às duas correntes. O coronel Domingos Adami, partidário do presidente da Província Severino Vieira, exerceu a função de presidente do Conselho, por ser vereador, nos primeiros anos do século XX. No pleito realizado em 1900, foi proclamado vencedor o coronel Antonio Pessoa, que foi destituído pelo Senado Estadual, tendo ocupado o cargo, o presidente do Conselho Municipal, coronel Ernesto de Sá Bittencourt Câmara.
No período seguinte, que teve início em 1904, aconteceu a mesma confusão em relação ao resultado da eleição. Silva Campos (p. 299) narra de forma muito interessante o acontecimento. Diz ele:
“Entrou velado de nuvens ameaçadoras para a política ilheense o ano de 1904, pois logo a 1° de janeiro empossaram-se dois corpos administrativos do município, afinando mais ou menos pelo mesmo diapasão as notícias expedidas para a capital pelas respectivas parcialidades [...] Entraram assim em exercício do cargo de intendente o coronel Domingos Adami de Sá, tendo como presidente do conselho o coronel Henrique Alves, dum lado, e o coronel Antonio Pessoa e o coronel Ramiro de Castro de outro. Esta duplicata ensejou desde logo as mais deploráveis subversões de ordem, ao mesmo tempo que perturbou e prejudicou deveras os contribuintes, não sabendo estes a quem pagar os impostos comunais”. O Senado Estadual decidiu que deveria tomar posse o coronel Domingos Adami de Sá, que governou a cidade até 1908.
Os serviços prestados pelo Intendente Adami foram muitos e foram importantes. As obras que se destacam são as seguintes: construção da galeria de esgotos na rua do Comércio com extensão de 150 metros; calçamento e melhoramentos das ruas Ângelo Soares, São Jorge, da Quinta, coronel Adami, do Comércio; compra de terrenos localizados à Praça do Colégio para alargar a Praça do Conselho Municipal; aquisição de três casas à rua da Mangueira para embelezamento e melhoria do local. Foi determinada uma casa, na Sapetinga, para receber os doentes de varíola, uma espécie de isolamento. Criou quartel e cadeia em São João da Barra do Pontal; foi criada a Assistência Pública; realizada a reforma do Canal de Itaipe, das pontes do Itariri e Jacarandá; abertura da estrada entre Gregório Papa de Andrade e a viúva Pedro Santos; o conserto total da estrada do Banco da Vitória; início da obra do cais; iluminação pública de Itabuna; ponte de Tabocas; conserto na estrada de Castelo Novo; reconstrução das pontes dos rios Mucambo e Almada, entre as fazendas de Domingos e Manoel Dias; foi aberta a estrada do Rio do Braço.
Prédio da Intendência.
O Coronel Adami foi um rico fazendeiro do Município, no chamado 4° Distrito. Eram de sua propriedade as seguintes fazendas: Provisão – com elegante chalé para moradia, casas para os trabalhadores, estufas e depósitos; Theodolinda, Palmares, São Somingos, Leão de Ouro, Ermo Nobre, onde existia na publicação da primeira edição do livro, em 1915, um cacaueiro plantado em 1822, pelos colonos alemães chefiados por Pedro Weill e Saueracher, que obtiveram terras doadas pelo governo, em 1818. Com todas estas fazendas ele colhia cerca de 10.000 arrobas por ano.
Construiu, no final do século XIX, uma casa de moradia para sua família à rua 28 de junho (atual Jorge Amado), que abriga atualmente a Casa dos Artistas.
Sua mais importante obra, entretanto, do ponto de vista do patrimônio, foi a construção do prédio da Intendência, o Paço Municipal – Palácio Paranaguá.
Em 20 de janeiro de 1898, foi lançada a pedra fundamental do edifício, pelo Ten. Cel. Domingos Adami de Sá, no local onde existiu a antiga casa dos jesuítas, cujas ruínas foram inteiramente demolidas.
Em 22 de dezembro de 1907 foi inaugurado o Paço, pelo mesmo intendente, segundo placa comemorativa existente na fachada. Os trabalhos de decoração e pintura foram feitos pelo artista italiano Oreste Sarcelli, e a iluminação, a acetileno, pelos irmãos Vita. O prédio tem uma área construída de 1060 m2. O Palácio Paranaguá está localizado na Praça J.J. Seabra e ocupa a parte mais elevada da mesma, no centro histórico e comercial da cidade e possui quatro fachadas.
Fonte: Memórias sobre o Município de Ilhéus de Francisco Borges de Barros.

Prezada Maria Luíza Heine.
Estou realizando um levantamento prévio para a elaboração de um artigo a respeito da influência Bauhaus na Bahia. Pesquisando sobre esta escola no Brasil, encontrei algumas referências que me levaram a Alexandre Altberg e mais precisamente o IME, já que este arquiteto foi o autor do projeto do IME, ao lado de Lélio Landucci. Preciso entrar em contato contigo, qual o seu e-mail? Por favor, responda para o meu e-mail. Abraços, Elvis Barbosa.
Olá Elvis.
Meus email é mlheine@oi.com.br
Aguardo contato seu.
abraços,
Maria Luiza