A Estância Hidromineral de Olivença é um dos mais importantes pontos do turismo ilheense. Está localizada a 16 quilômetros ao sul da sede, em estrada asfaltada, ao lado da praia em quase toda a sua extensão.
As primeiras notícias que temos da Estância de Olivença são dadas por Silva Campos que afirma que, por volta de 1650 a vila de Ilhéus possuía uma aldeia de índios mansos, denominada Nossa Senhora da Escada. A aldeia pertencia aos padres jesuítas.
O local possui um ar bucólico com sua ladeira calçada com pedras, com a Igreja de Nossa Senhora da Escada situada na parte superior da praça. Esta igreja foi construída pelos jesuítas no ano de 1700, com desenho em estilo colonial. Encontramos aí a imagem de Nossa Senhora da Escada que possui traços barrocos.
É interessante a linguagem utilizada por Silva Campos para descrever a localidade. Diz ele: “Derramado sobre a lomba verde de suave elevação, e distante 16 quilômetros de Ilhéus, a antiga aldeia de Nossa Senhora da Escada apresenta-se em atitude contemplativa em face de largo painel do mar azul e infinito. É lugar de maravilha para uma estação de repouso pela amenidade do clima, pela placidez de sua vida remansada e silente, pelas suas águas abundantes e salutíferas, que tem produzido curas admiráveis em casos de afecções nefríticas, do estômago, da circulação e hepáticas, bem como beriberi, e polinevrites”. A região onde está localizada a Estância Hidromineral possui águas ferruginosas que, dizem, pode curar muitas doenças. O mesmo autor afirma que uma das fontes recebeu o nome de Fonte dos Padres, certamente por causa do tempo dos jesuítas. Naquela época só existiam duas ruas formando o povoado (início do século XX).
As águas dos rios daquela região são radioativas e contem cloro, ferro e iodo magnético, sendo indicada para as doenças da pele e aparelho digestivo. O valor das suas águas foi descoberto pelo padre Torran, cujo valor medicinal comparou à de Vichy, na França.
Olivença, distrito de Ilhéus, possui vida própria, pois é um balneário localizado à beira mar, muito procurado pelos turistas. Lá encontramos pousadas, bares, o balneário da Tororomba, com piscina pública para adultos e crianças, com água corrente sem tratamento, e o “véu de noiva”, uma cortina artificial de água que é excelente para tirar o sal depois da praia e para amaciar os cabelos.
Possui parque hoteleiro, com considerável número de leitos, e uma importante festa do ponto de vista cultural: a festa da Puxada do Mastro, uma mistura de ritual indígena e cristão, realizada há muitos anos no mês de janeiro, durante os festejos em homenagem a São Sebastião.
A unidade político-administrativa da antiga Capitania de Ilhéus sofreu a sua primeira ruptura em 1883, quando dividiram o seu território em duas comarcas: a de Valença e a de Ilhéus. Fazendo parte desta última, ficaram os termos da sede, Canavieiras, Olivença, Barra do Rio de Contas, Barcelos, Maraú e Camamu.
Em 22 de novembro de 1758, Olivença foi elevada à categoria de vila por Ordem Régia ao Ouvidor da Capitania de Ilhéus, Dr. Luis Veras, transformando-a em Freguesia. Em 6 de novembro de 1912, por força da Lei nº 905, foi suspenso o termo da Vila de Olivença, voltando o seu território a ser anexado ao de Ilhéus, segundo Borges de Barros.
No mês de novembro, do dia 1º até o dia 21, é comemorada a festa de Nossa Senhora da Escada, padroeira de Olivença, com alvorada de fogos, missa solene, procissão e festa de largo.
Também em Olivença, no mês de julho, é comemorada a festa do Divino Espírito Santo. É uma festa móvel, realizada sempre num domingo, sendo realizado novenário, missa solene e procissão, acompanhada por banda de música e a bandeira do divino.
“A localidade tem um aspecto calmo durante todo o ano, mas no verão o local toma um aspecto agitado pela grande quantidade de turistas que ali aportam. Os restaurantes colocam som ao vivo, é realizado festival de surf e no começo do mês de janeiro, a festa da Puxada do Mastro” (Passeio por São Jorge dos Ilhéus).
Já na década de 1950, talvez antes, era comum, as pessoas alugarem casa no verão e passarem férias na estância hidromineral para curar doenças, bebendo suas águas. Para as crianças, a viagem era uma aventura. Começava na travessia da baía do Pontal, de lancha ou besouro, e continuava em caminhão pelas areias da praia, porque não havia estrada. No rio Cururupe havia sido construída uma ponte, pelo prefeito Mário Pessoa, na década de vinte, para possibilitar a passagem pelo rio.
| Embarcação utilizada na travessia da baía do Pontal.
Foto do Cel. João Amado, João Jorge e D. Lalu na Baía do Pontal (1953). Jorge Amado – Fotobiografia Arquivo de Zélia e Jorge Amado (1986) |

Faltou dizer a fonte da foto da travessia de lancha na Baía do Pontal: Fonte Marílson Bittencourt
Prezado José Rezende,
Fico feliz com sua mensagem e com a lembrança de citar a fonte. Não o fiz porque não tinha intenção de identificar as pessoas que nela estão, porque esta foto já foi publicada outras vezes. Queria chamar atenção apenas para a embarcação.
Também não tenho o autor da foto, que retirei do livro Jorge Amado – Fotobiografia, publicado em 1986 pela Edições Alumbramentos, p. 74.
O livro diz que a foto de número 32 (a publicada) pertence ao arquivo particular de Zélia e Jorge Amado e apresenta “O coronel João Amado, João Jorge e Dona Lalu no Pontal, Ilhéus, 1953″.
Sendo o que se apresenta para o momento,
Atenciosamente,
Maria Luiza Heine
os dados das festa religosas não correspodem. verificar programação. um abraço!
Olá, Ademir, agradeço sua participação e colaboração.
Você pode me enviar as datas corretas para que eu possa corrigir? Certamente utilizei uma fonte errada.
Muito grata,
Maria Luiza