CURIOSIDADES:
Há alguns dias encontrei um jovem que sorriu ao me cumprimentar e disse: “Gosto muito do que você escreve e quase todos os dias visito seu blog”. Quem não ficaria feliz com tal cumprimento? Isto me deu enorme responsabilidade. E eu pensei cá com meus botões: preciso escrever com mais frequência sobre a história de Ilhéus. Foi então que idealizei este quadro, ao qual dei o nome de “curiosidades”, onde estarei escrevendo pequenos comentários sobre trechos de livros que falam da história de nossa cidade.
Dedico este espaço do meu blog ao jovem José Ricardo e a todos os jovens que amam a história de nossa cidade.
CRÔNICA DA CAPITANIA DE SÃO JORGE DOS ILHÉUS – livro de João da Silva Campos – começa com o seguinte texto:
“O abandono votado pela coroa lusitana às terras da Santa Cruz nos tempos que se seguiram de perto ao descobrimento de Cabral é de uma só maneira explicado por todos os historiadores: Portugal achava-se deslumbrado pelas riquezas da Índia, pela opulência dos seus reinos, pela magnificência das suas cidades, pela abundância dos seus ótimos produtos cuja exploração prometia lucros incalculáveis ao erário real.
Depois de ouvir as informações que sobre a presumida ilha lhe trouxera o capitão da esquadrilha exploradora de 1501, el-rei Dom Manoel concluiu pela não conveniência de distrair recursos aplicáveis na conquista e ocupação das maravilhosas paragens do Oriente remoto para colonizá-la. Mas, não era somente, não lhe convir. Era-lhe também dificílimo fazê-lo, pois a conservação das terras indostânicas estavam a exigir-lhe esforços ingentes e contínuos, tendo nelas empenhados quase todos os seus navios e copiosa gente de guerra, além de numeroso funcionalismo e clerezia, que demasiadamente pesavam sobre sua fazenda. Chegavam as frotas da Índia e Lisboa pojadas de pimenta, cravo, canela, sândalo, âmbar, anil, peles, tapetes, sedas, cambraias e outros panos de preço, marfim, porcelanas, gemas, ouro, pérolas, ébano, cânfora, bórax, almíscar, cera, laca, elefantes, cavalos árabes, e o mais. O que tudo se vendia prontamente e por altíssimos preços. Que lhe oferecia o descoberto cabralino? Pau-brasil, canafístula* e papagaios”.
Portugal achava-se tão deslumbrado pelas riquezas encontradas nas Índias, que não deu nenhuma importância às terras do Brasil. Tudo naquele lugar exercia enorme atração sobre os portugueses, principalmente as especiarias que se transformavam em dinheiro na Europa. Quanto ao Brasil, parecia ser uma ilha que só possuía pau-brasil, árvores ornamentais e papagaios. As ditas especiarias eram muito variadas e valiosas.
*Designação de várias espécies ornamentais e cultivadas do gênero Cassia, da família das leguminosas. São árvores providas de belas flores amarelas ou róseas e ordenadas em grandes cachos (Aurélio).

Obrigado Maria Luiza!
Este livro é muito bom, porem nunca pude lé-lo, é muito grande…
Lendo um de suas postagens antigas – Ilhéus no Império II – descobri que no Morro de Pernanbuco já existiu um forte. Talvez uma sugestão para novas Curiosidades!