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Archive for the ‘Cultura’ Category

 

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A morte do Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, me deixou em estado de choque, e foi mexer com alguma coisa que deixei lá no passado longínquo, no tempo da minha infância e adolescência. Lembrei então de meu querido pai, um pai muito duro, mas também, muito amoroso e presente, que me ensinou coisas que nenhuma escola foi capaz de fazê-lo

Nos anos 1950, criança ainda, aprendi segurando a mão do meu pai a conhecer o Rio de Janeiro, a amá-lo e a admirar sua beleza. Morávamos no Flamengo, na rua Senador Vergueiro, próximo à Paissandu e ao Catete. Papai trabalhava no Centro e eu adorava passear por lá com mamãe e Silvinha, minha irmã, tomando o bonde que passava na minha rua. Curiosa e bem orientada geograficamente, decorei o nome de suas ruas, tomei muita laranjada no Edifício Avenida Central, comendo pastel. Nunca esqueci o sabor.

Nos finais de semana papai nos levava para conhecer lugares mais distantes, tais como a Quinta da Boa Vista, seus parques e lagos, o Jardim Zoológico e o esplendoroso museu, cujo palácio havia sido habitado pela Família Real Portuguesa e por nossos príncipes, Pedro I e seu filho, o grande imperador do Brasil D. Pedro II.

Muito pequena ainda não compreendi toda a sua grandiosidade, e mais, o enorme valor do seu acervo, cuja idade variava entre os 12 mil anos de Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas, e muito mais: as múmias do Egito, o trono do rei africano, muitas peças de arte indígena, seus quadros, além de enorme material de pesquisa e papéis que falam da nossa história, tudo isso abrigado em um prédio belíssimo, que hoje tem 200 anos que foi construído. Não faço ideia de quantas vezes estive lá na minha infância, até porque meu pai adorava fazer este passeio para levar os baianos que nos visitavam no Rio.

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Muitos outros lugares conheci levada pela mão de meu pai. Eu adorava quando ele inventava um pic-nic. Normalmente levávamos sanduíche de atum e frango assado com farofa, refrigerantes e muitas frutas. Papai adorava frutas. Fizemos muitos pic-nic’s sentados na relva dos parques da Quinta da Boa Vista, hábito muito comum ao carioca, ainda nos dias atuais. Mas adorávamos, eu e minha irmã, quando o passeio era na Barra da Tijuca, na praia. Ainda não havia o túnel atual e tínhamos que subir a sinuosa estrada do Joá. De lá muitas vezes subimos para a Floresta da Tijuca e parávamos na Vista Chinesa, na Mesa do Imperador, na Cascatinha e em muitos outros lugares que visitávamos sem nenhum medo. Hoje não tenho mais coragem; o Rio mudou demais.

A paixão do meu pai era o futebol e, mais que isso, o Flamengo. Durante muitos anos da minha infância saímos de casa aos sábados ou domingos para assistir nosso time jogar. A maioria das vezes nosso destino era o Maracanã, imponente e maravilhoso com quase o triplo da capacidade atual. Mas conheci os campos de Álvaro Chaves (Fluminense), General Severiano (Botafogo), São Januário (Vasco da Gama), Campos Sales (América) e até o Caio Martins em Niterói, do Canto do Rio. Nada disso sai da minha memória, agora com um gosto enorme de saudade.

O incêndio do Museu Nacional me trouxe todas essas lembranças. Voltando ao início da conversa, estive lá muitas vezes, mas foi na minha breve passagem pelo curso de Arquitetura que o conheci muito melhor, em uma visita guiada com a presença de um professor.

A última vez que o visitei foi em 2001. Saí de Ilhéus com a finalidade de levar minha neta Luiza, então com cinco anos, para conhecer a “Cidade Maravilhosa” e suas atrações turísticas e culturais. Foram poucos dias de intensas atividades, mas não faltou a ida ao Museu da Quinta da Boa Vista. Ela estava acostumada a ver filmes de múmias, meteoritos, dinossauros. Lá ela pode ver tudo isso “de verdade”. Não era ficção e foi uma aventura maravilhosa, também para mim, que pude explicar-lhe muita coisa.

 

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Sobre as múmias, ela olhou, olhou e perguntou: é gente? Ficou impressionada com o tamanho dos esqueletos dos animais pré-históricos. Mas, de tudo, o que mais lhe chamou a atenção foi o meteorito de Bedengó. Depois de olhá-lo de várias formas, me perguntou: vó… posso tocar? E, quando consenti que o fizesse, ela se mostrou muito surpresa, dizendo em tom de decepção: é frio… (diferente dos filmes que assistia).

Tudo isso retornou à minha memória e o sentimento foi de tristeza, sabendo que quase tudo havia se queimado, em poucas horas se transformara em cinzas.

Em que pese as ordens do presidente, e a promessa de “recuperar tudo”, não sei o que é esse tudo. E nem qual é o seu poder.

É com muita tristeza que afirmo: do Museu de História Natural da Quinta da Boa Vista e do Rio da minha infância não existe mais quase nada.

 

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(As fotos foram recebidas pelo WhatsApp – os autores se manifestando receberão os devidos créditos)

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O MENINO HANS

 

Maria Luiza Heine

No dia 18 de outubro de 2010 escrevi uma crônica sobre o Chocolate Caseiro de Ilhéus, que dizia o seguinte:

Gostaria de começar esta matéria como um conto de fadas: “Era uma vez um menino que resolveu criar uma fábrica de chocolate na terra do cacau…”

Sim, um conto de fadas que se tornou realidade 60 anos depois que o cacau se tornou a principal fonte de renda do estado da Bahia. Sempre me perguntei por que, com tanto cacau, não se produzia o chocolate? Por qual motivo a fábrica de chocolates Garoto se instalou no Espírito Santo e não aqui? Desde que comecei a estudar a história de Ilhéus, estas eram perguntas que eu me fazia e nunca encontrei respostas.

Mas, eis que, há 25 anos, um menino empreendedor, um ilheense nascido em Salvador, chegou para redimir nossos antigos coronéis (empreendedores); eles ganhavam tanto dinheiro vendendo os caroços secos, e não pensaram que o fim de toda monocultura é melancólico.

Nas palavras do “menino” Hans: A ideia da construção da primeira fábrica de chocolate da Bahia surgiu logo após a inauguração do nosso Ilhéus Praia Hotel, em junho de 1981, quando a cidade comemorava seu centenário. Os turistas que chegavam ao Hotel, vindos principalmente em ônibus do Rio e de São Paulo, nos faziam a pergunta mais óbvia do planeta: “Como a cidade que mais produz cacau no Brasil não tem uma só fábrica de chocolate, quando no Rio Grande do Sul, principalmente na Serra Gaúcha, existem várias e lá não existe o cacau?”

A pergunta foi o desafio que o levou a pesquisar, em viagens a Gramado, a Blumenau e Joinville, e, posteriormente, à Europa (Suíça, Alemanha, Itália e Bélgica), sempre estudando as fábricas existentes, seus métodos e produtos.

Ao voltar da viagem à Europa, Hans já havia traçado o projeto da futura fábrica, iniciando sua construção em 1984, e inaugurando em 1985, após cursos feitos na Chocotec e Ital, em Campinas (SP). O governador do Estado à época, João Durval Carneiro, veio a Ilhéus inaugurar a fábrica, considerando o pioneirismo do empreendimento.

Foi com tristeza que recebi a notícia da partida do menino Hans. Suêde, muito triste, me pediu que escrevesse algo sobre ele, e foi então, que me lembrei desta crônica publicada no Diário de Ilhéus e no meu blog ilheuscomamor.wordpress.com.

Quando a crônica foi publicada Schaeppi me ligou dizendo: Maria Luiza quem está falando é o menino Hans, e deu uma larga risada. Ele ficou feliz com o que escrevi e me agradeceu. Perdi um amigo, um companheiro do turismo, da época que tinha pousada, um confrade da Academia de Letras. Ilhéus perdeu muito mais: um filho nascido em Salvador, mas que amava esta terra como sua, a quem dedicou toda a sua vida.

A triste realidade é que todos seguiremos por este caminho inexorável. Acredito que sua chegada por lá deve ter sido motivo de muita alegria.

Vá em paz, menino Hans! Você cumpriu sua missão.

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Convite lançamento livro

 

  Não estamos preocupados com a salvação do planeta. A Terra já sobreviveu a cinco extinções em massa, a última delas a que acabou com os dinossauros, há 65 milhões de anos, e vai sobreviver se o modo de vida humano causar nova extinção em massa. O assunto não é se preocupar com o fim do mundo, mas encontrar formas de preservar a capacidade da Terra de sustentar uma civilização próspera e moderna. (Anthony Cortese)

 

Este livro tem como base minha Tese de Doutoramento, realizada na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), defendida em 2013. O tema trata da Educação Ambiental, como forma de despertar nas pessoas o interesse em modificar suas práticas e assim, tentar reverter o quadro de desolação que assola o meio ambiente do planeta Terra.

Podemos afirmar que o século XX conheceu a maior transformação já ocorrida no planeta, depois da existência da história escrita. Transformação em muitos sentidos, no que se refere à técnica e tecnologia, aos costumes, aos valores e, principalmente e inclusive, no que se refere à humanidade. Quando se pensava na possibilidade de uma convivência mais harmoniosa, numa evolução espiritual, o que se tem visto neste início de século é um estado de guerra mais exacerbado; a intolerância aflorou de tal forma, que passou a se constituir em estado de risco permanente, onde a possibilidade de extermínio da vida se tornou viável, somando-se àquela já percebida dos problemas ambientais.

Nossa preocupação com as questões chamadas ambientais surgiu, de certa forma, tardiamente, posto que, enquanto muitos ambientalistas insistiam no assunto desde o início da segunda metade do século XX, passamos a enxergar o problema somente no final daquele século.

O que nos levou à pesquisa que deu origem à nossa tese surgiu com a nossa prática pedagógica nas aulas de Gestão Ambiental, por volta do ano de 2008, no Curso de Administração da Faculdade de Ilhéus (BA). Nessas aulas, percebemos que os alunos do 7° período estranhavam a inserção da disciplina em um curso cuja finalidade era orientar como administrar empresas que, provavelmente, estariam na zona urbana. Aqueles alunos ainda pensavam que meio ambiente trata apenas da natureza, das florestas, dos rios e dos animais. As pessoas e o meio ambiente urbano não estariam nele incluídos.

Por outro lado, no iniciado século XXI já se percebia a necessidade dos seres humanos enfrentarem os graves problemas relacionados às questões ambientais, produzidos pelos avanços tecnológicos e pela marca alcançada de sete bilhões de habitantes humanos desejando tudo o que é produzido pelo capitalismo e oferecido pela sociedade de consumo. Já havia um movimento buscando a preservação ambiental, posto que, está escrito na Constituição Brasileira de 1988 que, usufruir de um meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito de todos, e é dever do poder público e da coletividade defendê-lo. Também nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), sobre o Meio Ambiente, está posto que, “de onde se retirava uma árvore, agora retiram-se centenas. Onde moravam algumas famílias, consumindo alguma água e produzindo poucos detritos, agora moram milhões de famílias, exigindo imensos mananciais e gerando milhares de toneladas de lixo por dia” (p. 174). Afinal, já somos sete bilhões de habitantes no planeta; e por conta da mentalidade criada pelo capitalismo e pela globalização, cada vez mais crescem nossas necessidades de alimentos diferentes, de mais água, de retirar do planeta aquilo que necessitamos; mas não podemos esquecer que o futuro da humanidade e da vida no planeta depende da relação que o homem estabelecer com a natureza, e de como ele utiliza os recursos naturais disponíveis.

 

 

Livro

 

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SADA – 90 anos

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Sada Bacil ao lado de Nádia Fialho no dia dos seus 90 anos.

 

Algumas pessoas chegam às nossas vidas como por encanto. A gente nem sabe porque, onde ou quando, e ela está ali, em toda a nossa vida.

Filha de libaneses – Jorge e Maria – e apaixonada por Ilhéus, a cidade que seus pais adotaram, aqui Sada construiu sua vida, firmou laços de amizade e tomou a si a imensa responsabilidade de cuidar da família como uma sagrada missão.

Dedicada e respeitada, assim foi em todos os ambientes profissionais e também no compromisso com as questões sociais dessa sua querida cidade: Prefeitura, Justiça do Trabalho, Faculdade de Direito, UESC, Lyons … lugares de inúmeros colegas e amigos.

Discreta, generosa e romântica cultivou a ética, a honestidade, o respeito. No seu aniversário, vimos agradecer a você, Sada, pelo carinho e acolhida.  

Como por encanto, seguimos sempre juntos. Nós somos filhos de laços encantados. Famílias que se juntaram pelo amor do coração: Jorge e Maria e meus avós – Moisés e Maria – na inesquecível Mutucugê, em Itabuna. Ali firmaram-se os laços entre os nossos passados e as nossas infâncias, laços das inúmeras estórias que continuamos a contar e a morrer de rir…laços que nos nutriram de forças frente às perdas e adversidades; e que nos confortaram e nos fortaleceram.

Nem sabemos quem chegou a quem, estamos juntos, seguimos a caminhada. Agradecemos à vida por tê-la entre nós. Comemoramos, 25 de setembro!

por Nadia Hage Fialho

 

Neste 25 de setembro Sada Bacil completa 90 de vida.

Minha amiga Nádia Fialho procurou-me pedindo um canal com o Diário de Ilhéus para fazer-lhe uma homenagem, o que prontamente consegui diante dos laços que me unem aos proprietários e jornalistas daquele veículo de comunicação.

Ao receber o texto de Nádia senti falta de uma foto. Foto essa que iria mostrar àqueles que não a conhecem, de quem se trata, como é o seu rosto; e lembrar aos que a conheceram quem é ela, uma figura bem conhecida por inúmeros ilheenses, cidadã bastante atuante.

Fui ao Google tentar encontrar a foto que procurava. Foi então que, para minha surpresa, o site de busca indicou o meu blog – ilheuscomamor.wordpress.com.

Como homenagem aos 90 anos de Sada Bacil, reproduzo parte do que escrevi em 12 de julho de 2013.

“Hoje, a rua da minha infância mudou de nome, não é mais Manoel Vitorino. Será que nosso homenageado perdeu seu valor ou caiu no esquecimento? Por que não estudamos a história de vida das pessoas que um dia mereceram a homenagem de ser nome de rua? Por que não mantê-los vivos em nossa história? Segundo a matéria consultada, Vitorino foi o único baiano a ocupar a Presidência da República. E em Ilhéus já perdeu seu posto.”

“A ideia desta matéria veio de um encontro casual com uma amiga muito querida e, segundo suas palavras, leitora do que escrevo: Sada Bacil. Ela me pediu que escrevesse sobre esta mania que nossos políticos, menos informados têm, de mudar o nome das ruas. É como se um dia disséssemos: “este já pode ser descartado, vamos homenagear outro”. É claro que a história é dinâmica, os tempos mudam, mas a cidade cresce. Então vamos colocar nas novas ruas que vão surgindo, os nomes dos mais novos merecedores da homenagem do povo ilheense, daqueles que fizeram algo pela cidade, que devem ser lembrados pelas mais novas gerações.”  disponível em https://ilheuscomamor.wordpress.com/2013/07/12/se-essa-rua-se-essa-rua-fosse-minha/

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Meu último trabalho publicado

 

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  Livro publicado pela Edufba, e organizado pelos professores Rosângela da Luz Matos, Lídia Boaventura Pimenta e Paulo César de Andrade Santos.
Neste livro escrevi um capítulo, em artigo retirado da minha tese.

 

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Neste capítulo, que está escrito em 16 páginas, a partir da minha pesquisa para a tese defendida em 2013, faço uma análise da trajetória percorrida a partir da promulgação da Lei de Educação Ambiental em 1999 até 2016.

A conclusão a que cheguei é muito triste. Nada mudou. O desmatamento aumentou, a produção de lixo também e a impressão que tenho é de que muito se fala, mas pouco se faz.

Muito em breve estará sendo publicado um outro livro, pela Via Literarum, com a tese completa. Logo estarei colocando aqui a notícia completa.

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A GENTE PRECISA…

 

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Bataclan

Há mais ou menos dois anos, um amigo muito querido, Adson Nobre me procurou em nome da direção do Espaço Cultural Bataclan, com a proposta de que eu escrevesse um texto para um pequeno livro que eles gostariam de publicar, como peça de propaganda do empreendimento, para os turistas levarem como lembrança. Fiquei muito feliz, gosto destes trabalhos, destes desafios. Mas não foi fácil.

Na época procurei o saudoso e querido Barão de Popof pedindo-lhe que me concedesse uma entrevista. O amigo, também um contador de histórias, me disse que, quando chegou a Ilhéus, ainda criança, o Bataclan não existia mais. Falou-me do prédio, que estava dividido em duas partes, onde no piso térreo havia um armazém que guardava a carga trazida pelos navios e que tinha como destino o interior. O meio de transporte para esta carga era o trem, cuja ferrovia, a “The State of Bahia South Western Railway Company Limited”, funcionou até o início dos anos 1970.

Pois bem, há quem diga que o Bataclan nunca existiu. Não sei, mas desconfio que não mesmo, afinal jamais encontrei qualquer vestígio dele. Do Vesúvio, que também foi assunto de uma pesquisa que fiz, e cujo texto está pronto há bastante tempo, esperando publicação, os jornais noticiam muitas coisas, desde sua fundação. Mas, do Bataclan, nada. Isto me faz desconfiar que o Bataclan de Ilhéus seja uma criação do grande escritor Jorge Amado, que possuía a capacidade de transformar fantasia em realidade. Recentemente, quando da tragédia terrorista em Paris na boate Bataclan, acendeu uma luz em minha cabeça. Seria este nome copiado do estabelecimento francês, que é anterior à obra Gabriela, escrita em 1959? Jorge morou na França e devia conhecer Paris muito bem. Não sei se acharei alguém que possa me dar esta resposta.

Uma coisa é certa. Entretanto, se o Bataclan de Ilhéus existiu, quem lhe deu todo aquele glamour foi, sem dúvida o escritor grapiúna.

Escrevi o texto e soube que o livro seria lançado no final do mês de janeiro, mas não fui comunicada, a não ser pela ligação que recebi de Adson, fiel amigo. Nem sei mesmo se o lançamento ocorreu de fato.

Estive em Ilhéus no início de janeiro, passei poucos dias, fui ver minha tia querida. Foi muito rápido, mas não deixei de passar no Bataclan, queria adquirir o livro, queria ver o resultado do meu trabalho. Gostei. Ficou muito bonito o trabalho gráfico da Via Literarum. E linda a capa de Goca Moreno.

Sobre o Bataclan escrevi o seguinte em janeiro de 2012: “Portanto, o espaço destinado a exposições, o quarto idealizado por Jorge Maron, e o que mais lá tiver, estão em perfeita harmonia com um espaço turístico moderno e bem aparelhado, que veio enriquecer em muito nosso equipamento destinado ao turismo cultural. Além disso, parece que ele veio também para mexer com nossas frustrações referentes ao declínio da cultura cacaueira e, mexendo com isso, nos ajudar a recuperar nossa autoestima”.

O livro tem cerca de 50 páginas e conta um pouco sobre o que apuramos de sua enigmática história. O restante, encontramos no livro Navegação de Cabotagem, de Jorge Amado. Ele conta diversas passagens acontecidas no espaço.

A esta altura do campeonato, não importa se o Bataclan existiu ou não, importa que ele exista e seja bem cuidado para enriquecer o patrimônio cultural de Ilhéus.

Está pronto o livro do Vesúvio, esperando vir a ser publicado. Não sei se o será, mas, acredito que, sobre a história de Ilhéus, não sairá mais nada. Meu blog, “Ilhéus com amor” não sairá do ar, continuarei respondendo às perguntas feitas pelos leitores, mas deixarei de alimentá-lo com matérias. E continuará a ser útil a quem quiser conhecer Ilhéus, a Terra do Sem Fim de Jorge Amado.

Estou começando minha história em Aracaju, com novos temas, novos assuntos e já está no ar um novo blog: Educação, Cidadania e Meio Ambiente, onde publicarei meus novos trabalhos.

Todos estão convidados a acessá-lo no site mlheine.com.br.

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