Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Cultura’ Category

A GENTE PRECISA…

 

2017-05-19-PHOTO-00006272

Read Full Post »

Bataclan

Há mais ou menos dois anos, um amigo muito querido, Adson Nobre me procurou em nome da direção do Espaço Cultural Bataclan, com a proposta de que eu escrevesse um texto para um pequeno livro que eles gostariam de publicar, como peça de propaganda do empreendimento, para os turistas levarem como lembrança. Fiquei muito feliz, gosto destes trabalhos, destes desafios. Mas não foi fácil.

Na época procurei o saudoso e querido Barão de Popof pedindo-lhe que me concedesse uma entrevista. O amigo, também um contador de histórias, me disse que, quando chegou a Ilhéus, ainda criança, o Bataclan não existia mais. Falou-me do prédio, que estava dividido em duas partes, onde no piso térreo havia um armazém que guardava a carga trazida pelos navios e que tinha como destino o interior. O meio de transporte para esta carga era o trem, cuja ferrovia, a “The State of Bahia South Western Railway Company Limited”, funcionou até o início dos anos 1970.

Pois bem, há quem diga que o Bataclan nunca existiu. Não sei, mas desconfio que não mesmo, afinal jamais encontrei qualquer vestígio dele. Do Vesúvio, que também foi assunto de uma pesquisa que fiz, e cujo texto está pronto há bastante tempo, esperando publicação, os jornais noticiam muitas coisas, desde sua fundação. Mas, do Bataclan, nada. Isto me faz desconfiar que o Bataclan de Ilhéus seja uma criação do grande escritor Jorge Amado, que possuía a capacidade de transformar fantasia em realidade. Recentemente, quando da tragédia terrorista em Paris na boate Bataclan, acendeu uma luz em minha cabeça. Seria este nome copiado do estabelecimento francês, que é anterior à obra Gabriela, escrita em 1959? Jorge morou na França e devia conhecer Paris muito bem. Não sei se acharei alguém que possa me dar esta resposta.

Uma coisa é certa. Entretanto, se o Bataclan de Ilhéus existiu, quem lhe deu todo aquele glamour foi, sem dúvida o escritor grapiúna.

Escrevi o texto e soube que o livro seria lançado no final do mês de janeiro, mas não fui comunicada, a não ser pela ligação que recebi de Adson, fiel amigo. Nem sei mesmo se o lançamento ocorreu de fato.

Estive em Ilhéus no início de janeiro, passei poucos dias, fui ver minha tia querida. Foi muito rápido, mas não deixei de passar no Bataclan, queria adquirir o livro, queria ver o resultado do meu trabalho. Gostei. Ficou muito bonito o trabalho gráfico da Via Literarum. E linda a capa de Goca Moreno.

Sobre o Bataclan escrevi o seguinte em janeiro de 2012: “Portanto, o espaço destinado a exposições, o quarto idealizado por Jorge Maron, e o que mais lá tiver, estão em perfeita harmonia com um espaço turístico moderno e bem aparelhado, que veio enriquecer em muito nosso equipamento destinado ao turismo cultural. Além disso, parece que ele veio também para mexer com nossas frustrações referentes ao declínio da cultura cacaueira e, mexendo com isso, nos ajudar a recuperar nossa autoestima”.

O livro tem cerca de 50 páginas e conta um pouco sobre o que apuramos de sua enigmática história. O restante, encontramos no livro Navegação de Cabotagem, de Jorge Amado. Ele conta diversas passagens acontecidas no espaço.

A esta altura do campeonato, não importa se o Bataclan existiu ou não, importa que ele exista e seja bem cuidado para enriquecer o patrimônio cultural de Ilhéus.

Está pronto o livro do Vesúvio, esperando vir a ser publicado. Não sei se o será, mas, acredito que, sobre a história de Ilhéus, não sairá mais nada. Meu blog, “Ilhéus com amor” não sairá do ar, continuarei respondendo às perguntas feitas pelos leitores, mas deixarei de alimentá-lo com matérias. E continuará a ser útil a quem quiser conhecer Ilhéus, a Terra do Sem Fim de Jorge Amado.

Estou começando minha história em Aracaju, com novos temas, novos assuntos e já está no ar um novo blog: Educação, Cidadania e Meio Ambiente, onde publicarei meus novos trabalhos.

Todos estão convidados a acessá-lo no site mlheine.com.br.

Read Full Post »

(NOT A WONDERFUL WORLD)

Já faz um bom tempo que não escrevo uma linha sequer. Não sinto vontade. Não é que falte assunto ou ideia. Por diversas vezes, muitas, a ideia veio, sentava-me em frente ao computador e, após alguns minutos, fechava o arquivo, sem nunca mais abri-lo. Uma espécie de desânimo tomava conta de mim e durante vários meses nem uma linha foi para o papel.

Os últimos seis meses foram de grande transformação em minha vida. Depois de quarenta anos morando em Ilhéus, completados em setembro, decidi me mudar. Não foi nada planejado e por muitas vezes ensaiei escrever uma crônica contando minha decisão, mas não consegui fazer o que faço agora.

De repente achei que não havia mais espaço para mim em Ilhéus, não tinha mais o que fazer aí. Por tanto tempo viajando para Salvador, enquanto fazia o doutorado, percebi o quanto a cidade encontra-se estagnada, eu precisava buscar novos horizontes. Tive muitas decepções com os políticos locais, não quero mais saber de política partidária, é muita sujeira, muito interesse pessoal em detrimento do interesse da população. Às vezes penso que esta mudança pode demonstrar covardia da minha parte, fuga. Não sei, pode ser. Mas acho que tenho que fazer coisas que me dão prazer, e eu já não me sentia feliz em, por exemplo, escrever sobre a rica história desta cidade, sobre sua cultura, e não adiantar nada, pois nosso patrimônio histórico e cultural está se acabando. Fui traída por pessoas em quem confiava e em quem acreditei; fui enganada.

Outro ponto que me deixou triste e influiu em minha decisão foi em relação à UESC, instituição onde construí minha carreira acadêmica. Meu trabalho acadêmico jamais foi reconhecido pela instituição, que manteve, sempre, suas portas fechadas para mim. O último evento foi negarem, de forma duvidosa, a homologação da minha inscrição em um concurso. Em contrapartida, a UNEB, onde fiz meu doutorado, me abriu as portas, convidando-me a trabalhar no Mestrado Profissional, onde posso fazer o que gosto. Por isto serei eternamente grata, já que, estou naquela fase da vida onde percebemos que o Brasil não tem respeito pelo idoso. Essa descoberta pessoal tem me incomodado bastante. E aí é que a gente pode compreender o que tantos já disseram sobre o assunto. A gente estuda, estuda e, quando tem oportunidade de compartilhar o que aprendeu, é simplesmente descartado.

Em Ilhéus tenho muito a agradecer, pelo carinho de um número muito grande de pessoas, sobretudo pelos leitores das minhas matérias, por aqueles que me encontram nas ruas e me cobram a falta delas; gostaria muito de não decepcioná-las, mas tem sido mais forte que eu. Perdi a vontade de escrever sobre a história da cidade porque não acredito que o que já fiz esteja servindo para alguma coisa. Agradeço ao carinho imenso dos meus alunos muito queridos.

Confesso que estou cansada. De repente caiu a cortina dos sonhos e vejo um mundo muito feio construído pelos seres humanos em um planeta azul e maravilhoso. A obra de Deus é linda, mas o mundo dos homens não é maravilhoso como diz a música de Louis Armstrong (What a wonderfull world), tão tocadas nos últimos tempos.

Encontro-me em uma fase da vida que começa a ver o mundo de modo mais crítico e sem muita esperança de que possa ver alguma mudança. Tenho refletido muito sobre este ser, do qual faço parte, e que se diz humano. Humano? Como?

Assistir aos jornais na TV equivale a uma seção de sadomasoquismo. A Cidade Maravilhosa, eterna “capital do Brasil”, vem matando por nada e por qualquer coisa (a moda agora é matar com faca); as pessoas estão “sobrando” em seus países e não encontram onde ficar, simplesmente para viver, algo que parece tão simples. Ninguém as quer. Acontece isso na África e em países da Ásia. O tráfico de pessoas é intenso e não muito diferente da época maldita da escravidão. Tenho visto tanta coisa feia realizada pelos humanos que sinto vergonha de ser um deles. Sinto muita pena das crianças que estão nascendo, sem ao menos poderem compreender o que vão encontrar. Não dá para falar em ética, porque a corrupção está por toda parte; tanto no alto escalão da política nacional, como também em nosso dia a dia, nas relações mais simples. As pessoas perderam o respeito às normas, às leis, às outras pessoas. Bagunçou geral.

Apesar do desânimo… Quando tudo isso é evidente, a TV traz uma notícia que demonstra que nem tudo está perdido, ainda podemos ter esperança (?). Um piloto de táxi aéreo, de pequenos aviões, chamado Osmar Frattini, num lampejo de calma e sangue frio, portador de muita luz, é capaz de colocar o avião no chão, salvando a si mesmo e mais oito pessoas. Muito diferente do louco “alemão” Andreas Lubitz, que optou por se matar e a mais 149 pessoas que queriam viver.

Nossa diferença em relação a outros seres é que podemos escolher entre o bem e o mal, entre ser bom ou ser mau, conscientes do que estamos fazendo. Eis o mistério do ser-humano, sua miséria e sua grandeza.

 

    DSC02536

lixo-no-joia1

QUAL DAS DUAS? A ESCOLHA É NOSSA.

ESTOU DE VOLTA. ESCREVER É PRECISO.

Read Full Post »

lixão ilheus3

Lixão do Itariri Ilhéus

Foto retirada da internet em 03.08.2014 (site aliancaspublicoprivadas.org,br)

Se olharmos nossas cidades com olhos atentos, vamos encontrar por toda parte e com raras exceções, muito lixo. O lixo fede, tem aspecto feio, é fonte de doença e de proliferação de insetos e de pequenos animais nocivos; além disso, diz muito mal da cultura de um povo e de suas práticas.

O lixo é “decorrência da manifesta vocação das sociedades humanas para transformar o meio natural”; é indissociável das atividades desenvolvidas pelo homem, tanto no tempo quanto no espaço. Não é exagero afirmar que, já nos primórdios da humanidade o lixo constituía um foco obrigatório de atenções, diz Waldman (Lixo, 2010).

Tendo constatado isso, verificamos que o Capitulo 1° da Constituição Federal de 1988 diz, no Art. 225, que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo”. Meio ambiente ecologicamente equilibrado não combina nem com lixo, nem com sujeira e poluição.

Desde os anos 1960 existe um movimento mundial, e a mídia tem falado muito sobre o assunto, para que o desenvolvimento possa ser sustentável, isto é, possa continuar acontecendo, porém, em outras bases, sem destruir as reservas do planeta e sem colocar em risco a manutenção da vida sobre ele.

Após a Conferência do Rio realizada em 1992 (Eco 92), foram escritos muitos documentos, dentre eles a Agenda 21. Em 1997 o então prefeito Jabes Ribeiro, assessorado pelo professor Soane Nazaré de Andrade, assinou a criação da Agenda 21 de Ilhéus, um marco na tomada de decisões para que Ilhéus traçasse o caminho do desenvolvimento sustentável.

No dia 21 de setembro de 1998 foi constituída a Comissão Coordenadora da Agenda 21 Ilhéus, formada por diversos segmentos da sociedade e do poder público, coordenados por Soane Nazaré e Adeum Sauer. Esta Comissão foi instituída pelo Decreto n° 010/98, assinada no dia 6 de janeiro de 1998, pelo prefeito municipal. Na apresentação do documento está posto que o Governo Municipal, preocupado com a necessidade de desencadear um processo de ações adequadas, em especial em relação à dimensão ambiental “deve permear todas as ações de desenvolvimento, especialmente para realizar as potencialidades de sua vocação turística, como opção econômica, em função do patrimônio natural de seu ecossistema”. Nessa época foi criada a Universidade Livre do Mar e da Mata – MARAMATA – que representa um passo importante para a ação coletiva e organizada, sobretudo no processo de educação como construtora e propagadora do referencial de desenvolvimento humano de nosso tempo (AGENDA 21, p. 12).

Talvez muitas pessoas não compreendam o tamanho do problema que existe no lixo. Por conta disso, no dia 2 de agosto de 2010 foi promulgada a Lei N° 12.305, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cujo prazo para efetivar as mudanças, acabando com os lixões, terminaria quatro anos depois, em 2 de agosto de 2014. Este dia chegou trazendo uma realidade muito diferente do que preconiza a Lei.

Os objetivos da PNRS estão voltados para questões de saúde pública e qualidade ambiental, não geração, redução e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, estímulo de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços, adoção e desenvolvimento de tecnologias limpas e redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos; também incentivar a indústria da reciclagem, a gestão integrada de resíduos sólidos, bem como a capacitação técnica continuada nessa área.

O artigo 7° trata da responsabilidade com a “integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis”, assunto que muito interessa a Ilhéus, com relação à Educação Ambiental. O assunto é urgente, não pode esperar e os catadores estão passando dificuldades. A geração de resíduos no Brasil aumentou seis vezes mais do que o aumento da população, no ano de 2010.

Para finalizar podemos dizer que, em Ilhéus, a questão está sendo tratada desde 2008, envolvendo a Conder, o Ibam, algumas ONGs e associações de moradores; conta com a “marcação” atuante do Instituto Nossa Ilhéus, com apoio de muitas empresas privadas e, o mais importante, com a criação da Coolimpa (cooperativa de catadores); os catadores foram transformados em “agentes ambientais” e retirados do lixão, mas… tudo continua como antes, nada mudou. Muitos catadores retornaram para o lixão, a Coolimpa continua sem galpão de triagem e sem caminhão e contando apenas com o sonho da muito guerreira D. Deizimeire e de alguns companheiros.

A coleta seletiva em Ilhéus e o Aterro Sanitário do Itariri estão depositados na mesma prateleira em que colocaram a nova ponte, a duplicação da rodovia Jorge Amado, a construção do novo aeroporto e do Porto Sul e de muitas outras obras necessárias.

lixão ilheus2

Reunião do Grupo de Trabalho (GT) no Instituto Nossa Ilhéus com D. Deizimeire

 

Read Full Post »

TUDO MENTIRA…

A mídia afirmou que temos o melhor futebol do mundo…

Cantamos, em prosa e verso, que chegaríamos lá…

“Vai que dá, Brasil hexacampeão…

Eu sei que vou, vou do jeito que eu sei… de gol em gol…

Com o coração batendo a mil… é taça na raça, Brasil!”

Que raça? Que taça? O Brasil amarelou. O técnico amarelou… Tudo que fez foi juntar um monte de meninos emocionalmente inexperientes e incapazes de esboçar qualquer reação.

Ele pensou o que? Que ainda se joga aquele futebol de antigamente? O que se viu neste mundial foi muito time bom, que saiu porque somente um podia ficar.

O que se criou em torno da seleção brasileira até parecia conversa de político, uma mentira atrás da outra.

Não seria melhor que o gol do Chile, aquele que, no último minuto bateu na trave, não seria melhor que tivesse entrado? A vergonha seria muito menor, poderia ser atribuída à falta de sorte e o vexame deixaria de acontecer.

Trazendo o assunto para a política e para nossa cidade, alguém acredita em Papai Noel, Lobisomem, Saci Pererê? Pois é… tem gente que acredita que a ordem de serviço que foi assinada pelo governador no dia da cidade, autorizando a duplicação da rodovia Jorge Amado é verdade. E que a nova ponte já começou a ser construída. É tudo igual à Copa, pura mentira.

Na reeleição do governador, em 2010 também uma ordem da duplicação havia sido assinada. E deu em quê?

 

ISSO É VERDADE

alemanha2

A copa do Brasil foi muito bonita, a torcida e o povo deram exemplo de como se deve receber os visitantes. Mas seria melhor que não tivesse acontecido e que o dinheiro tivesse sido aplicado em saúde, educação e segurança pública.

Infelizmente a escolha foi essa. Esperavam que o time do Felipão ganhasse, mas esqueceram de combinar com os alemães.

Estes sim, deram uma grande lição: de futebol, de humildade, de civilidade.

Ganharam os melhores – o esporte pode ser justo.

alemanha1

Parabéns Alemanha! Tetra campeã do mundo na Copa do Brasil. 

 

aesportes_13071925_gd

Read Full Post »

 

luissuarez_ap_15

Não tenho acompanhado a Copa do Mundo. Assisti a alguns jogos, mas sem nenhum interesse, sem torcer. Sinto-me cansada de tanta inversão de valores, de tanta mentira e hipocrisia. Estamos vivendo em um mundo onde é valorizada a aparência física, a riqueza e o faz de conta. Os verdadeiros valores, como ética, verdade, amor próprio e “vergonha na cara”, são deixados de lado.

Assisti ao jogo do Uruguai, em que o jogador Luis Suárez, no apagar das luzes, marcou um belo gol para seu time, seus país. Meu interesse é tanto que não fixei o nome do adversário daquela partida, mas fiquei impressionada com a história do jogador, que após uma cirurgia no joelho, e a ameaça de não jogar, conseguiu se superar, enchendo de esperança seus compatriotas. Gosto muito de pessoas que superam seus obstáculos, que demonstram toda a capacidade de superação do ser humano. Passei a me interessar por aquele, até então, ilustre desconhecido (para mim).

Melhor não o tivesse conhecido. Preferia continuar ignorando essa pessoa que se tornou completamente incompreensível para meus parâmetros de valores; que me deixou muito mais impressionada com a capacidade que os seres humanos têm de fazer e desfazer, com a mesma rapidez; que constroem, destroem e fica tudo bem. É como se nada tivesse acontecido.

Ao ver a cena da mordida que o jogador aplicou no colega italiano, tentei até achar que era exagero do jogador “mordido”. Afinal, jogo de futebol é um palco cheio de artistas que fingem o tempo todo. Confesso que não acreditei, no primeiro momento, que fosse possível alguém, no caso Suárez, conseguir dar um salto e morder as costas de um ser humano cheio de fortes músculos. Depois, vendo e revendo a cena e sabendo dos seus antecedentes, pude compreender que o sujeito, o indivíduo, sei lá o que, já possuía este estranho costume, que o ser humano possui nos primeiros anos de vida, mas que, ao crescer, logo perde.

No primeiro momento lamentei a perda de tão importante jogador. A Copa do Mundo ficaria empobrecida sem a sua presença. E fiquei pensando na trajetória humana, que constrói e destrói com a mesma facilidade. E pensei em nossas escolhas, e que a vida é repleta de escolhas, o tempo todo. Lembrei do professor Dorival, que um dia me disse “quando escolhemos alguma coisa, renunciamos a todas as outras”. Suárez renunciou a ser o melhor jogador da copa, a quem sabe repetir o “maracanasso”, a dar um novo estímulo ao seu povo. E, pela punição que recebeu, pode ter renunciado a uma bela carreira no futebol.

E como complemento de tudo de ruim que aconteceu, hoje, dia 27 de junho de 2014, abro a internet e vejo as seguintes notícias: “presidente do Uruguai presta solidariedade a Luis Suárez e diz que vai ao aeroporto recebê-lo” e “zagueiro italiano diz que punição a Suárez foi pesada”. Aí foi que não entendi nada mesmo.

Ora, se ele mordeu e tem este estranho hábito, deve receber uma punição. Não podemos relativizar o comportamento humano e passar a mão na cabeça. Mas se não houve mordida, o italiano inventou? Criou aquela imagem que mostrou ao mundo inteiro? Então quem deve ser punido é ele.

O que sei é que não me agrada o que estou presenciando, nem no futebol, nem nas relações entre as pessoas. Mentiras, invenções, valorização de jogadores que vão para o campo mostrando a cueca para fazer propaganda da marca que o patrocina, do português que está mais para modelo do que para jogador de futebol, pessoas que não dignificam a raça humana, porque os valores não estão nem na ponta da chuteira, nem em um belo físico.

Afinal, o que é o belo? Não é um conceito subjetivo e relativo?

images

Read Full Post »

por José Rezende Mendonça

 

clip_image002

Tem coisas por mais simples que pareçam, e essa é uma delas, nos deixam inquietos.

Graxa-de-estudante ou simplesmente “graxa” é como conhecemos popularmente o Hibiscus rosa-sinensis, originário da Ásia tropical e do Havaí onde é considerada a flor nacional e possui mais de 5000 variedades. Muito difundido no mundo pelas propriedades ornamentais, possui diversas variedades e formas, com flores grandes ou pequenas, com  pétalas lisas ou crespas. Muito cultivado no Brasil com vários híbridos e variedades, é utilizado com muito sucesso na arborização urbana, além de enfeitar jardins, praças e servir de cerca viva.

Pois é, por tudo isso é que não entendemos como uma planta que pode ser cultivada de diversas formas, onde suas flores, que embora não nasçam em grande número, são presentes durante todo o ano, bem chamativas e versáteis, que se adaptam às mais diversas funções paisagísticas, seja maltratada desta forma aqui em Ilhéus.

clip_image002[5]   clip_image002[7]

E cometem este absurdo, para não dizer criminoso, deixando a paisagem feia e sem vida, simplesmente por não terem o bom senso em consultar quem de fato entende de parques e jardins. Aprendemos nos velhos tempos que existem dois tipos de podas: a poda de LIMPEZA, que consiste na eliminação dos galhos secos, doentes, “chupões”, brotos, etc., e a poda de FORMAÇÃO, que é aquela que realizamos na planta para que ela se desenvolva obedecendo a um planejamento, ou seja, com a finalidade de uma copa baixa ou alta, expansões laterais, ou até mesmo de forma decorativa como cerca viva.

Mas, o que lá está e em outras áreas da cidade, é uma poda de “PELAÇÃO” ou “APELAÇÃO”, e tudo por falta de conhecimento e bom senso.

clip_image002[11]

Esta encosta é para ser toda arborizada com este tipo de vegetal e deixá-la em paz, que ela mesma resiste a tudo, apenas a cada seis meses, uma poda de limpeza, que vocês verão uma paisagem florida o ano todo completando a beleza natural desta cidade.

 

clip_image002[9]

Parabenizamos o cidadão José Rezende Mendonça pela bela observação.

Realmente não dá para entender o significado daquelas plantas, naquele local, daquela forma e completamente sem flores.

Read Full Post »

Older Posts »