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Archive for the ‘Meio-ambiente’ Category

Estarei lançando este meu novo livro, que retrata parte da minha tese de doutoramento, no dia 13 de novembro em Ilhéus, na Academia de Letras – ALI.

 

Meu livo

Disponibilizarei maiores detalhes posteriormente

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diz Antonio Nobre

01/11/2014  PAGINA DA IHU- UNIVERSIDADE VALE DOS SINOS- UNISINOS-RS

Antonio Donato Nobre é um dos nossos melhores cientistas, pertence ao grupo do IPCC que mede o aquecimento da Terra e um especialista em questões amazônicas. É  mundialmente conhecido como  pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Sustenta que o desmatamento para já, inclusive o permitido por lei sem prejuízo do agronegócio que deve incorporar fatores novos da falta de água e das secas prolongadas. Enfatiza: “A agricultura consciente, se soubesse o que a comunidade científica sabe, estaria na rua, com cartazes, exigindo do governo proteção das florestas e plantando árvores em sua propriedade”. Publicamos aqui sua entrevista aparecida no IHU de 31 de outubro de 2014, dada a urgência do tema e seus efeitos maléficos notados no Sudeste, especialmente na metrópole de São Paulo.

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Quanto já desmatamos da Amazônia brasileira?

Só de corte raso, nos últimos 40 anos, foram três Estados de São Paulo, duas Alemanhas ou dois Japões. São 184 milhões de campos de futebol, quase um campo por brasileiro. A velocidade do desmatamento na Amazônia, em 40 anos, é de um trator com uma lâmina de três metros se deslocando a 726 km/hora – uma espécie de trator do fim do mundo. A área que foi destruída corresponde a uma estrada de 2 km de largura, da Terra até a Lua. E não estou falando de degradação florestal.

Essa é a “guilhotina de árvores” que o senhor menciona?

Foram destruídas 42 bilhões de árvores em 40 anos, cerca de 3 milhões de árvores por dia, 2.000 árvores por minuto. É o clima que sente cada árvore que é retirada da Amazônia. O desmatamento sem limite encontrou no clima um juiz que conta árvores, não esquece e não perdoa.

O sr. pode explicar?

Os cientistas que estudam a Amazônia estão preocupados com a percepção de que a floresta é potente e realmente condiciona o clima. É uma usina de serviços ambientais. Ela está sendo desmatada e o clima vai mudar.

A mudança climática…

A mudança climática já chegou. Não é mais previsão de modelo, é observação de noticiário. Os céticos do clima conseguiram uma vitória acachapante, fizeram com que governos não acreditassem mais no aquecimento global. As emissões aumentaram muito e o sistema climático planetário está entrando em falência como previsto, só que mais rápido.

No estudo o sr. relaciona destruição da floresta e clima?

A literatura é abundante, há milhares de artigos escritos, mais de duas dúzias de projetos grandes sendo feitos na Amazônia, com dezenas de cientistas. Li mais de 200 artigos em quatro meses. Nesse estudo quis esclarecer conexões, porque esta discussão é fragmentada. “Temos que desenvolver o agronegócio. Mas e a floresta? Ah, floresta não é assunto meu”. Cada um está envolvido naquilo que faz e a fragmentação tem sido mortal para os interesses da humanidade. Quando fiz a síntese destes estudos, eu me assombrei com a gravidade da situação.

Qual é a situação?

A situação é de realidade, não mais de previsões. No arco do desmatamento, por exemplo, o clima já mudou. Lá está aumentando a duração da estação seca e diminuindo a duração e volume de chuva. Agricultores do Mato Grosso tiveram que adiar o plantio da soja porque a chuva não chegou. Ano após ano, na região leste e sul da Amazônia, isso está ocorrendo. A seca de 2005 foi a mais forte em cem anos. Cinco anos depois teve a de 2010, mais forte que a de 2005. O efeito externo sobre a Amazônia já é realidade. O sistema está ficando em desarranjo.

A seca em São Paulo se relaciona com mudança do clima?

Pegue o noticiário: o que está acontecendo na Califórnia, na América Central, em partes da Colômbia? É mundial. Alguém pode dizer – é mundial, então não tem nada a ver com a Amazônia. É aí que está a incompreensão em relação à mudança climática: tem tudo a ver com o que temos feito no planeta, principalmente a destruição de florestas. A consequência não é só em relação ao CO2 que sai, mas a destruição de floresta destrói o sistema de condicionamento climático local. E isso, com as flutuações planetárias da mudança do clima, faz com que não tenhamos nenhuma almofada.

Almofada?

A floresta é um seguro, um sistema de proteção, uma poupança. Se aparece uma coisa imprevista e você tem algum dinheiro guardado, você se vira. É o que está acontecendo agora, não sentimos antes os efeitos da destruição de 500 anos da Mata Atlântica, porque tínhamos a “costa quente” da Amazônia. A sombra úmida da floresta amazônica não permitia que sentíssemos os efeitos da destruição das florestas locais.

O sr. fala em tapete tecnológico da Amazônia. O que é?

Eu queria mostrar o que significa aquela floresta. Até eucalipto tem mais valor que floresta nativa. Se olharmos no microscópio, a floresta é a hiper abundância de seres vivos e qualquer ser vivo supera toda a tecnologia humana somada. O tapete tecnológico da Amazônia é essa assembleia fantástica de seres vivos que operam no nível de átomos e moléculas, regulando o fluxo de substâncias e de energia e controlando o clima.

O sr. fala em cinco segredos da Amazônia. Quais são?

O primeiro é o transporte de umidade continente adentro. O oceano é a fonte primordial de toda a água. Evapora, o sal fica no oceano, o vento empurra o vapor que sobe e entra nos continentes. Na América do Sul, entra 3.000 km na direção dos Andes com umidade total. O segredo? Os gêiseres da floresta.

Gêiseres da floresta?

É uma metáfora. Uma árvore grande da Amazônia, com dez metros de raio de copa, coloca mais de mil litros de água em um dia, pela transpiração. Fizemos a conta para a bacia Amazônica toda, que tem 5,5 milhões de km2: saem desses gêiseres de madeira 20 bilhões de toneladas de água diárias. O rio Amazonas, o maior rio da Terra, que joga 20% de toda a água doce nos oceanos, despeja 17 bilhões de toneladas de água por dia. Esse fluxo de vapor que sai das árvores da floresta é maior que o Amazonas. Esse ar que vai progredindo para dentro do continente vai recebendo o fluxo de vapor da transpiração das árvores e se mantém úmido, e, portanto, com capacidade de fazer chover. Essa é uma característica das florestas.

É o que faz falta em São Paulo?

Sim, porque aqui acabamos com a Mata Atlântica, não temos mais floresta.

Qual o segundo segredo?

Chove muito na Amazônia e o ar é muito limpo, como nos oceanos, onde chove pouco. Como, se as atmosferas são muito semelhantes? A resposta veio do estudo de aromas e odores das árvores. Esses odores vão para atmosfera e quando têm radiação solar e vapor de água, reagem com o oxigênio e precipitam uma poeira finíssima, que atrai o vapor de água. É um nucleador de nuvens. Quando chove, lava a poeira, mas tem mais gás e o sistema se mantém.

E o terceiro segredo?

A floresta é um ar-condicionado e produz um rio amazônico de vapor. Essa formação maciça de nuvens abaixa a pressão da região e puxa o ar que está sobre os oceanos para dentro da floresta. É um cabo de guerra, uma bomba biótica de umidade, uma correia transportadora. E na Amazônia, as árvores são antigas e têm raízes que buscam água a mais de 20 metros de profundidade, no lençol freático. A floresta está ligada a um oceano de água doce embaixo dela. Quando cai a chuva, a água se infiltra e alimenta esses aquíferos.

Como tudo isso se relaciona à seca de São Paulo?

No quarto segredo. Estamos em um quadrilátero da sorte – uma região que vai de Cuiabá a Buenos Aires no Sul, São Paulo aos Andes e produz 70% do PIB da América do Sul. Se olharmos o mapa mundi, na mesma latitude estão o deserto do Atacama, o Kalahari, o deserto da Namíbia e o da Austrália. Mas aqui, não, essa região era para ser um deserto. E no entanto não é, é irrigada, tem umidade. De onde vem a chuva? A Amazônia exporta umidade. Durante vários meses do ano chega por aqui, através de “rios aéreos”, o vapor que é a fonte da chuva desse quadrilátero.

E o quinto segredo?

Onde tem floresta não tem furacão nem tornado. Ela tem um papel de regularização do clima, atenua os excessos, não deixa que se organizem esses eventos destrutivos. É um seguro.

Qual o impacto do desmatamento então?

O desmatamento leva ao clima inóspito, arrebenta com o sistema de condicionamento climático da floresta. É o mesmo que ter uma bomba que manda água para um prédio, mas eu a destruo, aí não tem mais água na minha torneira. É o que estamos fazendo. Ao desmatar, destruímos os mecanismos que produzem esses benefícios e ficamos expostos à violência geofísica. O clima inóspito é uma realidade, não é mais previsão. Tinha que ter parado com o desmatamento há dez anos. E parar agora não resolve mais.

Como não resolve mais?

Parar de desmatar é fundamental, mas não resolve mais. Temos que conter os danos ao máximo. Parar de desmatar é para ontem. A única reação adequada neste momento é fazer um esforço de guerra. A evidência científica diz que a única chance de recuperarmos o estrago que fizemos é zerar o desmatamento. Mas isso será insuficiente, temos que replantar florestas, refazer ecossistemas. É a nossa grande oportunidade.

E se não fizermos isso?

Veja pela janela o céu que tem em São Paulo – é de deserto. A destruição da Mata Atlântica nos deu a ilusão de que estava tudo bem, e o mesmo com a destruição da Amazônia. Mas isso é até o dia em que se rompe a capacidade de compensação, e é esse nível que estamos atingindo hoje em relação aos serviços ambientais. É muito sério, muito grave. Estamos indo direto para o matadouro.

O que o sr. está dizendo?

Agora temos que nos confrontar com o desmatamento acumulado. Não adianta mais dizer “vamos reduzir a taxa de desmatamento anual.” Temos que fazer frente ao passivo, é ele que determina o clima.

Tem quem diga que parte desses campos de futebol viraram campos de soja.

O clima não dá a mínima para a soja, para o clima importa a árvore. Soja tem raiz de pouca profundidade, não tem dossel, tem raiz curta, não é capaz de bombear água. Os sistemas agrícolas são extremamente dependentes da floresta. Se não chegar chuva ali, a plantação morre.

O que significa tudo isso? Que vai chover cada vez menos?

Significa que todos aqueles serviços ambientais estão sendo dilapidados. É a mesma coisa que arrebentar turbinas na usina de Itaipu – aí não tem mais eletricidade. É de clima que estamos falando, da umidade que vem da Amazônia. É essa a dimensão dos serviços que estamos perdendo. Estamos perdendo um serviço que era gratuito que trazia conforto, que fornecia água doce e estabilidade climática. Um estudo feito na Geórgia por uma associação do agronegócio com ONGs ambientalistas mediu os serviços de florestas privadas para áreas urbanas. Encontraram um valor de US$ 37 bilhões. É disso que estamos falando, de uma usina de serviços.

As pessoas em São Paulo estão preocupadas com a seca.

Sim, mas quantos paulistas compraram móveis e construíram casas com madeira da Amazônia e nem perguntaram sobre a procedência? Não estou responsabilizando os paulistas porque existe muita inconsciência sobre a questão. Mas o papel da ciência é trazer o conhecimento. Estamos chegando a um ponto crítico e temos que avisar.

Esse ponto crítico é ficar sem água?

Entre outras coisas. Estamos fazendo a transposição do São Francisco para resolver o problema de uma área onde não chove há três anos. Mas e se não tiver água em outros lugares? E se ocorrer de a gente destruir e desmatar de tal forma que a região que produz 70% do PIB cumpra o seu destino geográfico e vire deserto? Vamos buscar água no aquífero?

Não é uma opção?

No norte de Pequim, os poços estão já a dois quilômetros de profundidade. Não tem uso indefinido de uma água fóssil, ela tem que ter algum tipo de recarga. É um estoque, como petróleo. Usa e acaba. Só tem um lugar que não acaba, o oceano, mas é salgado.

O esforço de guerra é para acabar com o desmatamento?

Tinha que ter acabado ontem, tem que acabar hoje e temos que começar a replantar florestas. Esse é o esforço de guerra. Temos nas florestas nosso maior aliado. São uma tecnologia natural que está ao nosso alcance. Não proponho tirar as plantações de soja ou a criação de gado para plantar floresta, mas fazer o uso inteligente da paisagem, recompor as Áreas de Proteção Permanente (APPs) e replantar florestas em grande escala. Não só na Amazônia. Aqui em São Paulo, se tivesse floresta, o que eu chamo de paquiderme atmosférico…

Como é?

É a massa de ar quente que “sentou” no Sudeste e não deixa entrar nem a frente fria pelo Sul nem os rios voadores da Amazônia.

O que o governo do Estado deveria fazer?

Programas massivos de replantio de reflorestas. Já. São Paulo tem que erradicar totalmente a tolerância com relação a desmatamento. Segunda coisa: ter um esforço de guerra no replantio de florestas. Não é replantar eucalipto. Monocultura de eucalipto não tem este papel em relação a ciclo hidrológico, tem que replantar floresta e acabar com o fogo. Poderia começar reconstruindo ecossistemas em áreas degradadas para não competir com a agricultura.

Onde?

Nos morros pelados onde tem capim, nos vales, em áreas íngremes. Em vales onde só tem capim, tem que plantar árvores da Mata Atlântica. O esforço de guerra para replantar tem que juntar toda a sociedade. Precisamos reconstruir as florestas, da melhor e mais rápida forma possível.

E o desmatamento legal?

Nem pode entrar em cogitação. Uma lei que não levou em consideração a ciência e prejudica a sociedade, que tira água das torneiras, precisa ser mudada.

O que achou de Dilma não ter assinado o compromisso de desmatamento zero em 2030, na reunião da ONU, em Nova York?

Um absurdo sem paralelo. A realidade é que estamos indo para o caos. Já temos carros-pipa na zona metropolitana de São Paulo. Estamos perdendo bilhões de dólares em valores que foram destruídos. Quem é o responsável por isso? Um dia, quando a sociedade se der conta, a Justiça vai receber acusações. Imagine se as grandes áreas urbanas, que ficarem em penúria hídrica, responsabilizarem os grandes lordes do agronegócio pelo desmatamento da Amazônia. Espero que não se chegue a essa situação. Mas a realidade é que a torneira da sua casa está secando.

Quanto a floresta consegue suportar?

Temos uma floresta de mais de 50 milhões de anos. Nesse período é improvável que não tenham acontecido cataclismas, glaciação e aquecimento, e no entanto a Amazônia e a Mata Atlântica ficaram aí. Quando a floresta está intacta, tem capacidade de suportar. É a mesma capacidade do fígado do alcoólatra que, mesmo tomando vários porres, não acontece nada se está intacto. Mas o desmatamento faz com que a capacidade de resiliência que tínhamos, com a floresta, fique perdida.

Aí vem uma flutuação forte ligado à mudança climática global e nós ficamos muito expostos, como é o caso do “paquiderme atmosférico” que sentou no Sudeste. Se tivesse floresta aqui, não aconteceria, porque a floresta resfria a superfície e evapora quantidade de água que ajuda a formar chuva.

O esforço terá resultado?

Isso não é garantido, porque existem as mudanças climáticas globais, mas reconstruir ecossistemas é a melhor opção que temos. Quem sabe a gente desenvolva outra agricultura, mais harmônica, de serviços agroecossistêmicos. Não tem nenhuma razão para o antagonismo entre agricultura e conservação ambiental. Ao contrário. A agricultura consciente, que soubesse o que a comunidade científica sabe, estaria na rua, com cartazes, exigindo do governo proteção das florestas. E, por iniciativa própria, replantaria a floresta nas suas propriedades.

Depoimentos do cientista Antonio Nobre, em video

** Antóniio Nobre TED X Amazônia: www.youtube.com/watch?v=HYcY5erxTYs

**Antônio Nobre: a tecnologia da floresta é insubstituível” : https://www.youtube.com/watch?v=26HRlaxDqkw

 

A DENÚNCIA É MUITO GRAVE E PRECISAMOS NOS POSICIONAR, SE NÃO FOR PENSANDO EM NÓS MESMOS, PENSANDO NAS CRIANÇAS QUE ESTÃO AÍ E NAS QUE ESTÃO NASCENDO.

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20 DE SETEMBRO DE 2014

 

No último dia 20 de setembro um grupo e pessoas se reuniu em Olivença para limpar as praias da localidade. A iniciativa não é novidade, mas, é sempre bom lembrar desta necessidade, já que, as pessoas acabam esquecendo que, melhor que limpar as praias é não sujá-las.

A iniciativa é baseada em um projeto da ONG Center for Marine Conservation (CMC). A CMC é uma ONG Americana criada em 1972 e realizou seu primeiro dia de limpeza de praias em 1986. Na ocasião 2.800 voluntários participaram da coleta de 124 toneladas de entulho do litoral do Texas, USA. Em 1988 o evento se tornou nacional, com a participação de 47.500 voluntários, e já no ano seguinte se tornava internacional com a participação de voluntários do Canadá e do México. Em 1998 o evento teve a participação de mais de 340.000 voluntários em mais de 75 países, sendo que no Brasil 1.446 pessoas participaram recolhendo 8.169 quilos de lixo em 94,6Km de praias.

Durante este evento, que sempre ocorre no terceiro sábado de setembro, os voluntários vão às praias coletar o lixo lá depositado diretamente pelos usuários locais ou por descargas no mar por navios ou por rios. Cada voluntário além de coletar o lixo anota em um formulário padrão as quantidades recolhidas de cada ítem que compõem o lixo sólido. Estes dados são utilizados pela CMC para fazer estatísticas que retratem o estado de poluição dos oceanos de nosso planeta. Isto é necessário para que se possa fiscalizar se as nações signatárias da Convenção Internacional de Prevenção de Poluição advinda de Navios (International Convention for the Prevention of Pollution from Ships), mais conhecida como MARPOL, estão cumprindo este tratado, que trata do lixo sólido. A Organização das Nações Unidas (ONU) apóia este evento, como instrumento de fiscalização.

(fonte: http://www.praiaseca.com.br/ambiente/cleanday/apresent.htm – acesso em 05 de setembro de 2014)).

O evento contou com o apoio das seguintes instituições:

Escolas Jorge Calmon, Escola Nucleada de Olivença, Centro Cultural de Olivença, COOLimpa, Cabana Canoa, Projetos Escolinha de Surf e Onda da Leitura.

Parabéns aos organizadores e participantes.

 

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lixão ilheus3

Lixão do Itariri Ilhéus

Foto retirada da internet em 03.08.2014 (site aliancaspublicoprivadas.org,br)

Se olharmos nossas cidades com olhos atentos, vamos encontrar por toda parte e com raras exceções, muito lixo. O lixo fede, tem aspecto feio, é fonte de doença e de proliferação de insetos e de pequenos animais nocivos; além disso, diz muito mal da cultura de um povo e de suas práticas.

O lixo é “decorrência da manifesta vocação das sociedades humanas para transformar o meio natural”; é indissociável das atividades desenvolvidas pelo homem, tanto no tempo quanto no espaço. Não é exagero afirmar que, já nos primórdios da humanidade o lixo constituía um foco obrigatório de atenções, diz Waldman (Lixo, 2010).

Tendo constatado isso, verificamos que o Capitulo 1° da Constituição Federal de 1988 diz, no Art. 225, que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo”. Meio ambiente ecologicamente equilibrado não combina nem com lixo, nem com sujeira e poluição.

Desde os anos 1960 existe um movimento mundial, e a mídia tem falado muito sobre o assunto, para que o desenvolvimento possa ser sustentável, isto é, possa continuar acontecendo, porém, em outras bases, sem destruir as reservas do planeta e sem colocar em risco a manutenção da vida sobre ele.

Após a Conferência do Rio realizada em 1992 (Eco 92), foram escritos muitos documentos, dentre eles a Agenda 21. Em 1997 o então prefeito Jabes Ribeiro, assessorado pelo professor Soane Nazaré de Andrade, assinou a criação da Agenda 21 de Ilhéus, um marco na tomada de decisões para que Ilhéus traçasse o caminho do desenvolvimento sustentável.

No dia 21 de setembro de 1998 foi constituída a Comissão Coordenadora da Agenda 21 Ilhéus, formada por diversos segmentos da sociedade e do poder público, coordenados por Soane Nazaré e Adeum Sauer. Esta Comissão foi instituída pelo Decreto n° 010/98, assinada no dia 6 de janeiro de 1998, pelo prefeito municipal. Na apresentação do documento está posto que o Governo Municipal, preocupado com a necessidade de desencadear um processo de ações adequadas, em especial em relação à dimensão ambiental “deve permear todas as ações de desenvolvimento, especialmente para realizar as potencialidades de sua vocação turística, como opção econômica, em função do patrimônio natural de seu ecossistema”. Nessa época foi criada a Universidade Livre do Mar e da Mata – MARAMATA – que representa um passo importante para a ação coletiva e organizada, sobretudo no processo de educação como construtora e propagadora do referencial de desenvolvimento humano de nosso tempo (AGENDA 21, p. 12).

Talvez muitas pessoas não compreendam o tamanho do problema que existe no lixo. Por conta disso, no dia 2 de agosto de 2010 foi promulgada a Lei N° 12.305, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cujo prazo para efetivar as mudanças, acabando com os lixões, terminaria quatro anos depois, em 2 de agosto de 2014. Este dia chegou trazendo uma realidade muito diferente do que preconiza a Lei.

Os objetivos da PNRS estão voltados para questões de saúde pública e qualidade ambiental, não geração, redução e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, estímulo de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços, adoção e desenvolvimento de tecnologias limpas e redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos; também incentivar a indústria da reciclagem, a gestão integrada de resíduos sólidos, bem como a capacitação técnica continuada nessa área.

O artigo 7° trata da responsabilidade com a “integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis”, assunto que muito interessa a Ilhéus, com relação à Educação Ambiental. O assunto é urgente, não pode esperar e os catadores estão passando dificuldades. A geração de resíduos no Brasil aumentou seis vezes mais do que o aumento da população, no ano de 2010.

Para finalizar podemos dizer que, em Ilhéus, a questão está sendo tratada desde 2008, envolvendo a Conder, o Ibam, algumas ONGs e associações de moradores; conta com a “marcação” atuante do Instituto Nossa Ilhéus, com apoio de muitas empresas privadas e, o mais importante, com a criação da Coolimpa (cooperativa de catadores); os catadores foram transformados em “agentes ambientais” e retirados do lixão, mas… tudo continua como antes, nada mudou. Muitos catadores retornaram para o lixão, a Coolimpa continua sem galpão de triagem e sem caminhão e contando apenas com o sonho da muito guerreira D. Deizimeire e de alguns companheiros.

A coleta seletiva em Ilhéus e o Aterro Sanitário do Itariri estão depositados na mesma prateleira em que colocaram a nova ponte, a duplicação da rodovia Jorge Amado, a construção do novo aeroporto e do Porto Sul e de muitas outras obras necessárias.

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Reunião do Grupo de Trabalho (GT) no Instituto Nossa Ilhéus com D. Deizimeire

 

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Um problema muito grave que a humanidade precisa enfrentar, na atualidade, é a exagerada produção de resíduos sólidos – um nome bonitinho para designar o LIXO seco que produzimos. A produção de lixo é uma característica da humanidade; não é um fenômeno recente, sempre acompanhou as atividades humanas, mas, nos últimos 50 anos aumentou de forma considerável. E não dá para empurrar esta realidade para debaixo do tapete, é preciso planejar o que fazer com tantas sobras: caixas de leite, de suco, de biscoito; latas, garrafas, embalagens de todos os tipos, além dos eletroeletrônicos, cuja duração é cada vez menor e um problemão.

Em Ilhéus, no final do século XX foi iniciada a construção de um aterro sanitário, onde deveria ser depositada a produção diária de lixo da cidade (cerca de 200 toneladas/dia).

O aterro, construído pela CONDER, foi entregue inconcluso à Prefeitura Municipal em 2002. Com a mudança de governo, em 2004 virou lixão novamente, pois um aterro requer manejo adequado. Em 2008 o governo municipal iniciou a requalificação do aterro, desta vez com a participação ativa da sociedade civil, que formou o GT Resíduos Sólidos. O GT tem enorme preocupação com os catadores de materiais recicláveis, problema social que acompanha os lixões de toda parte do mundo.

*O Grupo de Trabalho de Resíduos Sólidos (GT Resíduos Sólidos) de Ilhéus é uma instância de acompanhamento e controle social, com caráter consultivo, criada em 21 de julho de 2009 através do Decreto Municipal Nº 065, com o objetivo de desenvolver as atividades citadas, especificamente em relação ao Projeto de Requalificação do Aterro Sanitário do Itariri, uma ação do Governo do Estado através da CONDER para requalificação física e ambiental do Aterro e inclusão socioprodutiva dos catadores de materiais recicláveis.

Em 2011 o GT foi reestruturado através do Decreto Municipal Nº 067, de 23 de agosto de 2011 e, atualmente encontra-se em fase de publicação de uma nova composição que tem como objetivo, além do acompanhamento da obra do Aterro do Itariri e da coleta seletiva em andamento, a discussão e contribuição para elaboração e implantação da Política Municipal de Resíduos Sólidos de Ilhéus.

Ressaltamos que o GT é composto por representantes das Secretarias Municipais (Planejamento, Assistência Social, Saúde, Educação, Turismo, Desenvolvimento Urbano, Indústria e Comércio e Meio Ambiente), Câmara Municipal de Vereadores, Ministério Público, Nures (Núcleo de Resíduos Sólidos/Uesc), Faculdade de Ilhéus, Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Consciência Limpa (COOLIMPA- 1ª Cooperativa de Catadores de Ilhéus surgida no âmbito do Projeto de Requalificação do Aterro Sanitário do Itariri) e instituições da sociedade civil organizada de Ilhéus (Instituto Nossa Ilhéus/INI, Associação de Moradores do Bairro Hernani Sá, ONG Amparo Melhor, dentre outras), além de representantes da esfera privada.

Enquanto GT atuamos de forma compartilhada, atores da esfera pública, privada e do terceiro setor com o intuito maior de contribuir para uma cidade mais sustentável.

É necessário ressaltar que mesmo durante o período em que o INI assumiu o processo de organização das reuniões e cedendo o espaço institucional para a realização das mesmas, a Instituição e seus membros nunca adotaram postura autoritária ou decisória unilateral, mas sempre tentando resgatar o processo e atuação do GT, estimulando o envolvimento de novos atores, a sensibilização do poder público municipal para envolvimento e participação, bem como fortalecendo a grande rede social constituída a partir do propósito de incluir socialmente os catadores de materiais recicláveis, mas também de estruturar uma política própria de resíduos sólidos para Ilhéus, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a partir da Lei Nº 12.305/2010.*

Em que pese todo o esforço realizado pelos membros do GT, a coleta seletiva não acontece verdadeiramente, pois são necessárias três ações conjuntas: separação dos resíduos na fonte geradora, um caminhão disponível para recolher o material e um galpão para separação do material. Um número grande de pessoas tem procurado disponibilizar o material para os catadores, mas a participação do caminhão não é garantida e o galpão ainda não existe. A situação dos catadores é muito instável; nem sempre eles têm garantido o sustento de suas famílias e o processo entre em descrédito.

O compromisso do GT é com a causa maior e nobre, de possibilitar às futuras gerações ilheenses de viver num território mais justo, mais igual e acima de tudo sustentável. Continuaremos na luta pela inclusão do povo catador e por uma política de resíduos sólidos em Ilhéus, assim como com uma cidade mais bonita, mais limpa e com qualidade para se viver e receber visitantes.

OBS.: O trecho entre asteriscos (*) é do GRUPO DE TRABALHO DE RESÍDUOS SÓLIDOS/ ILHÉUS-BAHIA.

Eu, responsável por esta coluna, participo do GT como voluntária, representando a Faculdade de Ilhéus.

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pet03

Atualmente temos ouvido falar com frequência de meio ambiente, mudanças climáticas, separação de lixo, reciclagem e tantas outras coisas afins. Muitas pessoas tentam negar esta realidade, mas, se apurarmos bem nossos sentidos, não é muito difícil perceber, por exemplo, que, em nossa cidade diminuiu a constância das chuvas, e que o calor tem aumentado muito.

Entretanto, é importante saber que o planeta não é um corpo estático e imutável, que se encontra em constantes transformações. Também não podemos negar que foi a presença humana no planeta, o fator que mais fortemente contribuiu para a velocidade dessas mudanças. E o que é pior, de forma abrupta e pouco natural, sem que ele tenha tempo para se recuperar.

Conheço esta cidade de São Jorge dos Ilhéus desde sempre. Quando eu era muito pequena e morávamos no Rio, era no aeroporto do Pontal, o antigo Eduardo Gomes, que chegávamos aqui. O avião mais moderno da época era o DC3 da Cruzeiro do Sul e seu trajeto era muito interessante, pois descíamos em Vitória, Caravelas, Nanuque. E quando chegávamos aqui, muitas horas depois, atravessávamos a “assustadora”, porque muito mais caudalosa, baía do Pontal naquelas pequenas lanchas, pois ainda não havia ponte. A Ilhéus que eu escolhi para morar era uma cidade encantadora, porém pequena, e muito diferente do que é hoje. O bairro do Pontal começava na praia e era dela, uma continuação.

As casas que foram construídas depois que vim morar aqui estão sendo demolidas, para dar lugar a grandes prédios. A casa do coronel Salomão Rehem, por exemplo, onde morava apenas uma família cedeu lugar a um prédio com mais de 70 apartamentos e na belíssima casa onde morou a família do Dr. Zilson Bittencourt, já está com uma placa anunciando um novo prédio a ser construído. Esses são apenas dois exemplos. E eu pergunto: quantos prédios novos, com uma quantidade enorme de apartamentos foram construídos recentemente em Ilhéus? Sem contar que nesses prédios as pessoas comem, tomam banho e transformam a água utilizada em água suja. A estrada para Olivença, que eu conheci sem asfalto e que, em 1974, quando me mudei para Ilhéus não era asfaltada, servindo apenas às fazendas, hoje se transformou em zona urbana. Toda esta ocupação só pode fazer uma grande diferença na utilização do espaço ocupado.

Pois bem, para suportar toda esta ocupação e utilização do espaço que está se transformando em zona urbana rapidamente, temos que fazer mais do que campanhas usando a educação ambiental, ensinando às pessoas uma nova forma de lidar com as reservas do planeta, com a natureza.

Já existem muitas iniciativas sendo tomadas. Esta semana, ao esperar meu horário no dentista, peguei uma revista Época e comecei a ler. A matéria fala de uma campanha de gestão ecológica, em que foram distribuídos prêmios para as empresas que atingiram seus objetivos em relação à preservação ambiental.

São muitas empresas de peso, todas conhecidas através da mídia, algumas até pelas suas práticas na área ambiental. De todas, a ideia mais interessante, sob o meu ponto de vista, é a que foi criada por um motorista da Águia Branca, esta empresa que faz parte da nossa vida, aqui na região.

A matéria assinada por Regiane Oliveira diz que o motorista Douglas Neves Lascosck ficava incomodado com a escassez de água em longos trechos de estradas. Ele pensava “tanta água desperdiçada pela condensação do ar condicionado, e eu sem ter como lavar o vidro do ônibus”. Sendo o problema, que o reservatório do dispositivo de limpeza do para-brisa deve ser recarregado a cada 30 ou 40 quilômetros de estrada; e a água do banheiro precisa ser resposta a cada sete horas. O motorista Lascosck encontrou uma solução bastante simples, com a ajuda de três colegas: passou a armazenar a água condensada pelo ar condicionado e, em vez de jogá-la fora, ela vai para o recipiente de água de limpeza do para-brisa. A cada duas horas e meia rodadas, são gerados 3 litros de água. De acordo com a matéria, a Viação Águia Branca calcula que, se os 493 ônibus com ar condicionado da frota adotarem o sistema, produzirão 1,5 milhão de litros de água por ano.

E tem muita coisa mais, como por exemplo, a casa feita de garrafa pet. Ou a matéria que acabei de ver na TV, de um japonês que, incomodado com a poluição da baía de Tóquio, implantou um criatório de ostras que está limpando a água da baía.

Nós, seres humanos, sendo tão criativos, por que não utilizamos esta criatividade para desfazer as bobagens que fazemos, passando a reciclar as sobras do nosso consumo?

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Qual o motivo de nos preocuparmos com o meio ambiente, com as questões ambientais? Existe um grande número de pessoas, em todo o planeta, que ainda pensa que é bobagem a preocupação com as reservas do planeta. Será que esta preocupação é exagerada?

Afinal, quando nascemos encontramos tudo isso que está aí: as florestas, os rios, tantas espécies de animais e o planeta com seus continentes e oceanos. Por que nos preocuparmos com isso?

Se olharmos a história do planeta, veremos que a existência do ser humano é muito recente em relação à existência do planeta. E o universo está aí, dia após dia repetindo sua trajetória em direção ao infinito. A impressão que temos é que nada muda, tudo se repete.

Acontece que não é bem assim. Após tantos anos de civilização descobrimos que o planeta não é estático, mas um organismo vivo e pulsante, que reage quando é agredido ou quando é bem tratado. Se cuidarmos dele a reação é uma, se o maltratarmos, a reação será bem diferente. Os desastres ocorridos em nosso país e no mundo são reações de um organismo ferido. O deserto é a resposta ao desmatamento, o vazamento de material radioativo é reação à fissão nuclear feita sem o devido cuidado ou conhecimento, o desmoronamento de uma montanha acontece quando lhe tiramos a proteção da cobertura vegetal.

E o lixo, que provoca o entupimento dos bueiros, o acúmulo de sujeira nos rios, mares, oceanos, e a morte de animais é fruto da nossa enorme falta de responsabilidade com o planeta, a nossa casa.

Nossa cidade está cheia de lixo porque os funcionários da prefeitura estão em greve, mas também porque não cuidamos das sobras do nosso consumo. Com tanta chuva que tem caído nos últimos dias, os bueiros devem estar completamente entupidos, tal a quantidade de lixo nas ruas. E o que é pior, há cerca de 40 anos descobrimos que precisamos de caixas, embalagens, plásticos e um monte de coisas que sobram do nosso exagerado consumo. O que fazer com tudo isso? Qual o destino que devemos dar às nossas sobras?

Agora já sabemos que devemos separar o fruto do nosso consumo, pois existem pessoas que trabalham para limpar a cidade daquilo que nós descartamos. Elas sobrevivem das nossas sobras e é dessas pessoas que quero falar: os catadores de materiais recicláveis.

Eles estão por toda parte, são as sobras do excessivo contingente populacional que tomou conta do planeta. Muitos deles foram à escola, sabem ler e escrever, mas, por alguma dificuldade que tiveram, saíram do mercado de trabalho. Como alternativa foram viver das nossas sobras, do lixo que produzimos. Muito me incomoda dizer que eles vivem no lixo e do lixo. Mas, se no século XIX, espanhóis vindo da Galícia habitavam a ilha de Sapucaia, na Baía de Guanabara, sobrevivendo literalmente do lixo carioca, e todos achavam normal, no século XXI queremos uma vida melhor para nossos catadores. Muitos deles receberam apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida, num esforço muito grande das assistentes sociais Emanuela Spínola e Maria Marta Lucas, formaram a Coolimpa, primeira cooperativa de catadores de resíduos sólidos de Ilhéus. Mas ainda é pouco. Eles precisam de nossa ajuda, de sua ajuda.

Tenho falado bastante sobre o assunto porque é necessário. Vejam bem, vamos ter um pequeno trabalho; vamos separar as sobras do nosso consumo. Material orgânico, como resto de comida, a gente coloca numa embalagem, que pode ser misturada aos nossos rejeitos, tais como papel higiênico e guardanapo, além de outras coisas que não vão servir para nada. Já o material reciclável, como metal, plástico, papel e papelão, além de vidro, a gente coloca em outra embalagem. Este material não precisa ser separado, pode ser colocado no mesmo recipiente, mas não pode estar sujo, senão contamina e estraga todo o resto. Na minha casa a gente já faz isso. Lavamos as caixas de leite, as embalagens plásticas de iogurte, de shampoo, de potinhos diversos. Não precisa ser uma lavagem esmerada, basta passar uma água para o material não fermentar.

E aí tem duas situações: você mora na zona sul, ou na Canavieiras, você separa para entregar aos membros da Coolimpa, que utilizam uniforme verde com o nome da cooperativa nas costas. Nos outros bairros da cidade, onde a coleta ainda não começou, você coloca todo o lixo junto, para o caminhão da coleta normal levar.

Ao fazer essa separação, pense que existem pessoas que estarão sendo incluídas na sociedade e vão ganhar dinheiro com isso – os catadores. E nós todos vamos ganhar com a preservação ambiental do planeta.

 

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